Atividades trabalham emoções na Viveka

Atividades trabalham emoções na Viveka

CAPA

Nos últimos tempos a equipe do Espaço Viveka realizou algumas atividades de cunho artístico pra lá de interessantes, que levaram alguns participantes a viver emoções até então desconhecidas.

 

Tudo teve início com a apresentação do filme “Com amor, Van Gogh”, que contou com os comentários da jornalista Paula Cunha e da nossa arte-educadora Zilpa Magalhães. Durante a apresentação do filme lançado em novembro de 2017, com 95 minutos de duração, Paula enfatizou a realização dos processos de filmagem que utilizou técnicas de animação a partir das pinturas a óleo de Vincent Van Gogh. As imagens seguem o estilo artístico do pintor e, quadro a quadro, vai contando a viagem de Armand, o jovem filho do carteiro Roulin ao sul da França, com o objetivo de entregar a última carta de Vincent ao seu irmão.

 

Armand acaba, sem querer, investigando os últimos dias e as circunstâncias da morte do artista. O filme é lindo. Trata-se de uma produção polonesa realizada a partir de 65 mil pinturas a óleo sobre tela, todas criadas por uma equipe de 125 artistas. O longa foi escrito e dirigido por DorotaKobiela e Hugh Welchman, com financiamento polonês e britânico.

 

Por conta do filme de Van Gogh, surgiu a ideia de fazer uma associação com outra atividade realizada no Espaço da Viveka: a série Arte com artistas, que trouxe o tema Mensagens com Ciça Teodoro. Esse trabalho da artista Ciça foi desenvolvido em parceria com a Viveka, para a exposição Considerações,na Casa de Cultura da Penha, em 2003, e se chamava As Cartas que não escrevi.

 

Na época, a artista trabalhava na Secretaria da Saúde, no departamento dos idosos, e percebia que alguns deles sentiam uma certa angustia em desabafar sentimentos reprimidos. Foi a partir daí que ela teve a ideia de fazer uma mistura entre os textos dos idosos e suas obras. O resultado foi um trabalho baseado em monotipias,com grafismos, usando garrafas, areia do mar e lona. Na instalação montada, Ciça considerou as “marcas do tempo”. Um cenário que guarda o potencial imaginativo, a ideia de mensagensfragmentadas que se vão, como a própria vida da gente irá um dia.

 

Ciça participou também de uma exposição no Cantinho do Passagem do Espaço Viveka, com o título Memorias Afetivas. Ali ela se aventurou nas chamadas memórias sociais e culturais, compondo um conjunto de expressões simbólicas com formas, palavras, números, expressões do cotidiano, tudo isso através do uso de linhas e agulhas, bordando em tecido de algodão, armado em estrutura de madeira. “(…) seria pouco dizer que vivemos num mundo de símbolos, um mundo de símbolos vive em nós”, escreve ela, citando uma de suas fontes de pesquisa: Chevalier/Gheerbrant em Dicionário de Símbolos.

 

Os trabalhos atuais da artista continuam sendo feitos com linhas e agulhas sobre tecido,envoltos em luminárias de formas e tamanhos variados, que primeiro surgem do contato com a pessoa e a partir disso ela vai buscando desenhos e imagens que tem a ver com cada um. Uma construção por meio das palavras e dos gestos.

 

Assim,através do projeto “Cartas que não escrevi”,  surgiu a ideia de relacioná-lo ao filme de Van Gogh. A inspiração: o olhar que temos para o outro e para nós mesmos. Daí nasceu outra ideia, de que cartas fossem escritas pelos participantes aos seus familiares e ou/amigos. As correspondências então foram enviadas via correio aos seus destinatários, com o remetente “Espaço Viveka”. Sem dúvida foi uma experiência que gerou emoções quase primitivas nesses recebedores, já que hoje cada um de nós vive nesse mundo tão digital.

 

(Disponibilizamos abaixo uma das respostas dada a uma dessas cartas pela pessoa que a recebeu).

 

São Paulo, 29 de junho de 2018.

Minha querida, adorável e mais do que tudo necessária na minha vida,

Aqui vai uma carta que, sem dúvida não pratico há muito.

Quase todos os dias lembro de ter realizado dois dos meus maiores sonhos nessa vida, ter viajado com as pessoas que mais amo nessa existência.

Ter ido para a Estônia foi o primeiro com você, minha irmã, onde vivemos tudo o que dois irmãos podem viver com um amor incondicional.

A segunda saga começou em Berlim, outubro de 2016. Ilha dos museus, museu de Pérgamo. Além de ter tido a oportunidade de vivenciar o museu do Holocausto. Aí com a família Alexandre, quase inteira, que também te ama incondicionalmente. Tudo foi descomunal.

Da segunda vez, foi ainda mais tocante ter estado em Tallin, o museu que visitamos ao ar livre, o museu que visitamos onde pudemos aprender sobre costumes, vestimentas e, sobretudo, sobre a história da pátria de nossos avós por parte de mãe e onde pudemos sentir muito do que imaginávamos do que tinham vivido nossos antepassados.

Depois, Holanda: museu Rijsksmuseum, museu Van Gogh, trem, torta e tudo o que uma viagem com quem você ama pode proporcionar.

Bruxelas, o que dizer do que vimos sem as interjeições: oh! que lindo! Cacete estou aqui! E por ai vai depois de termos visto o manequinho e a manequinha e ter tomado a cerveja do elefantinho cor de rosa.

Bruges, paixão e vontade de ter ficado mais. Com as malas em Bruxelas, a partir de onde terminamos a maior empreitada minha, em torno desse mundo que ao mesmo tempo que apaixona, às vezes assusta.

Paris, Louvre, de Orsay e mais um que não me lembro, palácio de Versalhes, torre Eifel, Champs Elisée. E o que dizer do teatro Ópera de Paris e o espetáculo que vimos.

A vida é uma coleção dos momentos alegres, aqui narrados e dos que queremos esquecer.

Com você minha irmã, vou até onde a vista puder enxergar, só que terá de arrastar todos os que te amam, de novo, mas, necessária a palavra incondicionalmente.

Te amo, gostaria de escrever a mão para te lembrar que a minha caligrafia parece com a de alguém que conhecemos e sempre admiramos, não que a do pai fosse menos bonita.

O jeito de escrever está dentro de cada um. E quanto mais linda for a pessoa, mais bonita será o escrito. Você o que escrever será belíssimo.

Em casa, mais te ouvimos do lemos, o sentimento é o mesmo. Obrigado pelo convite.

Do teu irmão,

Edson Alexandre

 

E atenção ao nosso próximo encontro: Sessão Pipoka, Pequenas Histórias.

 

No próximo sábado, dia 11 de agosto às 16h, o filme “Pequenas Histórias” abrirá portas para um debate construtivo com comentários da Dra. em Psicologia: Aceli de Assis Magalhães, que alinhará a importância dos contos, lendas e fábulas populares na formação do imaginário e da identidade da população brasileira, carregados de símbolos, contos e lendas nacionais. Não Percam!

 

O evento é aberto ao público em geral. Os interessados em participar podem entrar em contato por meio dos telefones (11) 2295-7961 ou 992-252-074, das 14h às 20h, de segunda a sexta-feira. Rua Sebastiana Silva Minhoto, 375 – Tatuapé (próximo do metrô Carrão).

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