“Pequenas Histórias”: cinema e literatura no Espaço Viveka

“Pequenas Histórias”: cinema e literatura no Espaço Viveka

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“Pequenas Histórias”: cinema e literatura no Espaço Viveka

 

No último mês de agosto, a psicóloga Dra. Aceli de Assis Magalhães, que faz parte da equipe do Espaço Viveka, realizou um debate sobre a importância dos contos, lendas e fábulas populares na formação do imaginário e da identidade da população brasileira, por meio do filme Pequenas Histórias (2007). Após a exibição do longa-metragem, que trabalha com algumas cenas de “suspensão do real”, a psicóloga falou principalmente sobre os aspectos simbólicos, as figuras míticas e nostálgicas presentes em cada narrativa.

 

De autoria do cineasta mineiro Helvécio Ratton, o filme é narrado com extrema simpatia pela atriz Marieta Severo, que conta causos enquanto costura na varanda de uma fazenda em Minas Gerais. São quatro histórias de humor e magia, sendo duas míticas falando das crenças populares e duas de histórias reais de um país desigual como o Brasil. São elas: “E a Água Levou…”; “Procissão das Almas”; “O Espírito do Natal” e “Zé Burraldo”. Na medida em que corta e costura retalhos, a atriz vai criando imagens que formam, no final da trama, uma grande colcha. O elenco também conta com a participação da atriz Patrícia Pillar e dos atores Paulo José, Mauricio Tizumba e Gero Camilo.

A primeira história é sobre um pescador, o Tibúrcio que, após um longo período sem pescar, numa noite de lua cheia, conhece Iara (Patrícia Pillar) uma sereia pela qual se apaixona e com ela se casa. Iara se torna uma mulher de verdade e abandona sua forma mágica. Antes de se casar ela faz um pedido para que ele nunca a maltratasse. Contudo o pescador, depois de ficar na fartura, quebra com o juramento ao deixar de viver a magia do amor. E assim, a água que tudo deu a Tibúrcio, levou tudo embora outra vez.

 

Já a última história, por sinal bem-sucedida, conta com a participação divertida de Gero Camilo, que interpreta o personagem Zé Burraldo, sujeito ingênuo que acredita em tudo o que falam, sendo enganado por todos. Seu pai antes de morrer deixou para ele uma casa, dinheiro e um burro. Fez também um pedido para que ele saísse pelo mundo para ter mais experiência sobre a vida. Suas peripécias divertem e estimulam o riso do espectador, mas, ao mesmo tempo, fazem pensar.

 

A “Procissão das Almas” usa efeitos especiais para mostrar algo mágico, narra a vida de um garoto que é forçado por sua mãe a ser coroinha da igreja. Lá, ouvindo histórias sobre a procissão dos mortos, o menino fica assombrado com as assustadoras narrativas populares.

No terceiro segmento, que contou com participação de Paulo José, um velho ator se vê desamparado e sofre para conseguir sobreviver em uma cidade grande. No entanto, sua vida tem uma reviravolta, ao conhecer um menino de rua, que o ensina coisas novas em uma noite de Natal. Trata-se de uma história que revela o Brasil de desigualdades.

 

Tanto o filme como os comentários foram costurados pela nossa Psicóloga Aceli, gerando um debate caloroso por parte dos participantes que estiveram na Sala Anita do Espaço Viveka, na tarde do dia 11 de agosto.

 

Na opinião da professora aposentada Sueli Rodrigues Gualtieri, a psicóloga Aceli foi mostrando que os mitos surgem das crenças e dos feitos das chamadas criaturas míticas. Eles estão presentes, segundo ela, em quaisquer culturas procurando dar um sentido ao mundo por meio das histórias construídas em uma lógica própria, diferente da cartesiana. “Essas histórias são para serem sentidas, degustadas e não necessariamente entendidas, mudando a forma de vermos e entendermos as várias camadas que coexistem no chamado mundo real e nos despertando para percebê-las assim como as suas interações, pois o místico mora em nós, no fundo de nossa alma”, explica Sueli.

 

Para a professora de literatura Neusa D’Onofrio, a atividade foi excepcional por trazer um momento prazeroso de lazer e cultura que se obtém na apreciação de um belo filme. Ademais, segundo ela, a riqueza nos comentários feitos pela Aceli, sobre a seleção e a amarração das histórias do enredo, fechou o encontro com chave de ouro. “De tudo o que foi exibido e comentado pela Aceli e espectadores ficou a certeza de que falamos de vida humana e de como as representações simbólicas, presentes nas histórias e no eixo que as une, podem tornar nosso percurso de vida mais consciente e prazeroso”, comenta Neusa.

 

“Acho esses encontros com bate-papo sobre filmes interessantes. Um bom filme sempre nos enriquece. E ter alguém que possa fazer comentários é excelente, pois nos faz pensar sobre questões que, às vezes, não enxergamos. O olhar do outro é bom, pois assim não ficamos somente com nossas avaliações”, esclarece outra participante Elisabeth D’Onofrio.

 

Vejam as fotos abaixo.

 

E atenção aos dois próximos encontros no Espaço Viveka:

 

1-Sábado, dia 22 de setembro, a partir das 16h00, o Espaço Viveka propõe um encontro para debater (e experimentar) questões fundamentais como educação, arte e cultura, intitulado:  “No balanço do tempo: pra que serve a arte no mundo de hoje?”, com a participação dos arte-educadores da equipe do Espaço Viveka: Léia M. Freire, Luís Octávio Rocha e Zilpa Magalhães.

 

Quem decide o que é arte? Vale tudo na arte? Arte e artesanato são a mesma coisa? Qual é o lugar dos nossos afetos e afinidades nesse jogo?

 

A partir dessas e outras questões, o grupo de professores pretende abrir possibilidades de leituras reflexivas e vivenciais, preparando o grupo para uma visita mediada à 33ª Bienal Internacional de São Paulo.

 

 

2-Sábado, dia 29 de setembro a partir das 16h00, o Espaço Viveka apresenta a palestra “Sexualidade na Puberdade”, com Cynthia Mazzoni Magalhães.

Como é construída a noção de sexualidade ao longo da vida? O que os adolescentes entendem por sexualidade? Como se relacionam a sexualidade e a afetividade neste período da vida? A sexualidade é vivenciada por meninos e meninas de forma diferente ainda hoje?

Sexualidade é um tema muito presente na vida dos adolescentes, pois é nesta fase em que começam a se sentir pertencentes a uma nova “tribo”, surgem os “crushs”, o primeiro amor, questionamentos sobre si e seus pares. Desta forma é necessário compreender o que está acontecendo com esse público para poder auxiliar, por isso Cynthia propõe esse trabalho para debater questões como afetividade, gênero, homossexualidade, sob uma perspectiva biológica, psíquica e social.

Cynthia Mazzoni Magalhães é psicóloga especializada em Psicopedagogia, Neuropsicologia e Reabilitação Cognitiva, Mestranda em Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Mackenzie, com estudos em pedagogia e filosofia para crianças.

 

 

Valor simbólico do ingresso para cada dia: R$ 25,00.

Reservas pelo fone: 9 9225-2074 com Jéssica.

Local: Espaço Viveka

Rua Sebastiana Silva Minhoto, nº 375.

Tatuapé, São Paulo, próximo ao metrô Carrão.

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